*Cαrtαχiηhα*

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quinta-feira, setembro 22, 2005

Paixões

Às vezes, é impossível acreditar nas pessoas pelas quais nos apaixonamos.

Às vezes, é pelo rapaz que vemos na rua, no bairro, na escola... Aquele que, quando o conhecemos, vemos que é apenas mais um rapaz, que não tem nada de especial e que é inacreditável como pudemos estar tanto tempo a gastar os neurónios a pensar nele. Muitas vezes, era apenas pelo aspecto, que achávamos que seria uma pessoa interessante, e parecida connosco, mas que depois são as nossas grandes desilusões.

Outras, é aquele amigo, que de tanto convivermos já se tornou uma rotina nas nossas vidas, e que entra no nosso coração sem darmos por nada. Muito levemente, um dia de cada vez, vai aumentando, e quando damos por isso, já é tarde demais. É exactamente essa a última pessoa por quem nos queremos apaixonar. A quem é que vamos contar agora?

As melhores, são aquelas que parecem tirados dos nossos sonhos mais coloridos. Aqueles rapazes que, quando nos aparecem à frente, quase caímos para o lado, momento que só é ultrapassado quando ele começa a falar e vemos que é realmente parecido connosco.

São sempre imprevisíveis as pessoas por quem nos vamos apaixonar, e normalmente acabam por ser o oposto daquilo que sempre sonhámos. Mas também, de tanto sonharmos, já as gastámos, e o imprevisível é sempre bem-vindo.


Desculpe quem ler este post e for do género masculino, mas eu sou rapariga e escrevo por este lado. Podem sempre deixar um comentário com a vossa perspectiva =)

quarta-feira, setembro 21, 2005

Racismo

Numa experiência, um afro-americano decidiu fazer-se passar por uma pessoa de raça caucasiana. Foi caracterizado, e todas as pessoas, mesmo os seus amigos, não o reconheceram. Como a primeira prova estava superada, a caracterização foi mantida durante um mês.
Durante esse mês, ele fez a sua vida normal, mas foi tentando fazer algumas experiências, como por exemplo numa corrida de cavalos. Como estava caracterizado, foi pedir informações a um homem com todo o aspecto de skinhead, o qual o ajudou prontamente.
Quando foi entrevistado, perguntaram-lhe o que tinha sentido de diferente, se as pessoas olhavam para ele de maneira diferente do que faziam quando ele apresentava o seu verdadeiro tom de pele. A sua resposta surpreendeu todos: “A verdade, é que nem sequer reparavam em mim. Antigamente, quando ia de metro, as pessoas olhavam sempre para mim, e tentavam avaliar se eu estava muito próximo das suas carteiras. Durante esta experiência, pelo contrário, nem sequer reparavam em mim, eu era apenas mais uma pessoa.”
Se formos a pensar bem, realmente ele tinha razão... Deixemos de ser moralistas. Nós somos muitas vezes preconceituosos em relação àqueles que são diferentes de nós, e julgamos as pessoas apenas pelo aspecto.
E querem saber o resto? Este homem, voltou às corridas com a sua cor de pele normal, e voltou a encontrar o mesmo senhor com aspecto de skinhead. Foi-lhe pedir informações e adivinhem o que lhe aconteceu: deu-lhe as informações tão cordialmente como tinha feito anteriormente. Afinal, o preconceito também existe do outro lado.