*Cαrtαχiηhα*

Nova versao do blog em http://cartaxinha.blogspot.com Vejam por favor =)

quarta-feira, novembro 29, 2006

Quem és tu, que sem te conhecer me conheces, que sem falar me compreendes? Como podes tu saber tudo de mim?
Quem és tu que num cruzar de olhares me conheces a alma a fundo? Que sem tentar consegue tudo?
Quem és tu que por mais que eu tente não consigo saber de onde te conheço?
Que por mais esforço que faça não sais de mim, que me deixaste uma marca para não esquecer...
Uma troca de olhares basta. Sabes tudo. E sinto-me bem apesar disso...
Porque deixo um estranho conhecer-me tão bem? Será porque para mim não és um estranho? Será que já nos conhecíamos? Será que apesar de toda a distância já fomos parte de um só?
Não sei... "Só sei que nada sei." E nada mais tenho a dizer.
O que dizer daquilo que só se sente e não se fala? Não se diz... Cala-se... Porque nada diz tanto como o silêncio. Nada é tão profundo como um silêncio confortável entre duas pessoas. Em que não é preciso dizer nada, porque tudo são sensações...

domingo, novembro 26, 2006

Bem, desta vez decidi fazer uma coisa ao contrário... a ideia não é minha, roubei-a do blog do Pires, que a roubou de alguém, que roubou de outra pessoa, etc...
É a vossa vez de escreverem alguma coisa sobre mim... He he! Só vos dou trabalho... Euzinha em 10 palavras by my friends (gostaram do portinglês??)
Pronto, escrevam e não sejam mauzinhos, ou não há prendas de Natal para ninguém! =P (chantaaaaaagem!)

quarta-feira, novembro 22, 2006

Dias...

Há dias e dias... há dias bons, dias maus, dias excelentes (pena serem tão poucos)... e depois há aqueles dias que uma pessoa só gostava de se esquecer para o resto da vida.
Dias em que se descobre que uma pessoa de quem se esperava muito nos desilude ("São gigantes com pés de barro, bombas-relógio prestes a estourar...").
Dias em que um amigo deixa de o ser.
Dias em que a pessoa que já não suportamos que nos desiluda, a quem demos 500 mil oportunidades e voltamos a tentar dar, nos desilude outra vez e vemos que já não aguentamos mais.
Não sei, não consigo. Não aguento ver que sou ultrapassada vezes sem conta, mas que mesmo assim dar a outra face não serve de nada. Que o facto de eu tentar dar uma oportunidade não significa nada para alguém que sabe que tem tão pouco e tanto a perder...
Não consigo compreender porque se rebaixam pessoas pelos motivos mais idiotas. Porque têm de se achar superiores a todos e só assim acham que são felizes. Para um dia descobrirem que não têm nada... Que afinal a construção de uma amizade funciona na mesma base que a construção de uma casa... Podemos pôr um tijolo novo todo bonito, mas se ao mesmo tempo partirmos 3, a casa vai diminuindo, até não restar mais nada.
Até não restar sequer um sorriso amarelo que se faz engolindo mil sapos... Até não suportarmos olhar para uma pessoa porque sabemos aquilo que pensa e aquilo que acha, e sentirmos que é tão mau que não conseguimos conviver com alguém assim...
Não, estes dias não são bons de lembrar... Quem me dera que um dia eu me esquecesse deles... Quem me dera não me lembrar das desilusões constantes, das esperanças forjadas, de toda uma amizade que pensava existir e que na realidade não parece significar nada para alguém. "É desta que ultrapassou as marcas!" disse eu tantas vezes, e todas essas vezes voltava a dar mais uma oportunidade. Porque é que sou assim? Porque é que tenho o hábito de deixar que passem por cima de mim com esperança que um dia mudem? Porque é que sou sempre eu a sofrer as mesmas desilusões que ninguém parece dar conta, mas que me ficam marcadas? Porquê? porque é que sou parva o suficiente para pensar que as pessoas mudam sem mais nem menos (é que nem com mais nem com menos... algumas não mudam e ponto final).
Sou parva e tenho esperança no mundo. Segundo o meu pai, tenho o complexo de salvar o mundo... E a mim, quem é que me salva da minha própria estupidez?

domingo, novembro 12, 2006

Os agradecimentos


"É para a direita, olé, é para a esquerda, olé, é para trás, olé, é por FARMÁCIA olé olé!..."
Pois é, há muito tempo que eu não vinha escrever nada... e tanta coisa qe já se passou... ver se vou contando aos bocadinhos, para ver se isto fica aki tudo registado...
Pois bem, acabaram-se as praxes... Por esta a maioria diria "Iupi, que bom!" mas eu digo "Que mau! Quero mais!!!"
Qualquer pessoa que tenha o espírito para a coisa e seja bem praxado, é esta a reacção que tem. O meu grupo de praxólicos bem pode confirmar!
Bem, vamos lá por partes... Hoje vão os agradecimentos...
Ponto 1: obrigada a todos aqueles que me animam os dias, que me fizeram sentir parte do grande grupo de caloiros da mui nobre e digníssima FFUP (gente como os meus padrinhos, o Rouxinol e a Joana, e caloiros como a Elsa, Catarina/Floribalela, Jorginho, Louçano, Pires, Dezito, Elsa Marisela, Cátia, Catarina, Jo, Pires, Luís, Rikardu, Angie, Pimentel, Konguito, Matarruano, Brandão... e tantos mais, e ainda os muitos doutores que nos acompanham). Se não fossem vocês, o que seria de mim...
Ponto 1+1: obrigada ao doutor que se lembrou de nos pôr de quatro quando no segundo dia não havia ponto... Sem isso eu nunca teria berrado "4 3 let´s go" e nunca teria descoberto a minha vocação para ponta.
Ponto 3: agradeço do fundo do coração às minhas duas famílias que criei aqui (uma pelo lado do padrinho e outra pelo lado da madrinha) e aos meus pseudo-manos (sabem quem são). São os maiores, a sério.
Ponto 3+1: obrigada a todos os que me ensinaram a sentir as regras da praxe, em vez de dizê-las de cor como alguns fazem. Sou uma sortuda por ter tido quem puxasse por mim e me fizesse sentir a verdadeira praxe e vivê-la ao máximo.
Ponto 5: obrigada aos caloiros que vão todos os dias à praxe e mesmo assim não acham que são caloiros-doutores. Humildade acima de tudo!
Ponto 5+1: obrigada a todos os que são pela praxe e alguma vez foram, e que fizeram perdurar o veradeiro espírito que deve reinar entre caloiros e doutores, e que é superior a toda e qualquer imitação barata de praxe que exista pelo país e que tente manchar o bom nome da praxe.
Ponto 7: obrigada a quem inventou as Strepsils e a Mebocaína... São uns anjos!
Ponto 7+1: agradeço ainda às minhas calças de ganga que se aguentaram enquanto eu estive de quatro sem nunca se rasgarem...
Ponto 9: obrigada ao pai da caloira que nos emprestou o megafone brutal da latada... Ajudou-nos muito a partir aquilo tudo.
Ponto 9+1: obrigada a minha família de sangue, que sem eles nada disto seria possível (e sem a qual eu também não existiria, não é?)